Inverno: um guia para plantas de cobertura

Considerando a vastidão das áreas agricultáveis em nosso país, as diferentes épocas (inverno) e condições climáticas, as características de cada tipo de solo, as especificidades de cada planta utilizada como cobertura e a intenção de cada produtor, não existe uma única estratégia para a implementação de plantas de cobertura, mas sim, inúmeras possibilidades, o que gera um ambiente de dúvidas entre produtores que, muitas vezes, não encontram um material que se adeque às suas necessidades.

Com a chegada do inverno no dia 21/06, exploramos neste texto quais são as possibilidades de implementação para essa estação, indicando características de cada espécie de planta (quando deve ser feita a semeadura, qual a quantidade de sementes que deve ser utilizada, qual a biomassa esperada etc.), quais as indicações e limitações de uso e, por fim, os impactos no manejo da saúde do solo, para que cada produtor consiga encontrar a melhor opção para o seu cenário.

Índice

Benefícios de plantas de cobertura

O uso de plantas de cobertura é uma prática conservacionista que busca, como diz o nome, cobrir o solo. Entretanto os benefícios de sua implementação vão muito além do seu mero recobrimento superficial e impactam seus aspectos físicos, químicos e biológicos. Na superfície, as plantas protegem o solo de erosão pela redução do impacto da chuva, reduzem as enxurradas e aumentam a resistência à desagregação. Também auxiliam na regulação térmica, redução da evaporação e no controle de plantas daninhas. Fisicamente, as plantas de cobertura auxiliam na formação de agregados estáveis e de bioporos para a circulação de ar e água por meio do crescimento de suas raízes. Quimicamente, auxiliam na ciclagem de nutrientes após sua decomposição, quando disponibilizam nutrientes que absorveram durante o seu crescimento (Nitrogênio, Fósforo, Potássio e outros macro e micronutrientes); além do aumento dos teores de matéria orgânica do solo. Biologicamente, elas auxiliam no controle de pragas e patógenos ao favorecerem a alta atividade biológica do ambiente (Cherubin, 2022).

Como devem ser usadas?

As plantas de cobertura podem ser utilizadas em diversas situações, como na reforma de canaviais, na entressafra, em consórcio com outras culturas, entre espécies arbóreas perenes ou mesmo para posterior pastejo, tanto individualmente como em mix de espécies, que também apresentaremos aqui.

Pensando no inverno, estarão expostas aqui as seguintes espécies: aveia-preta, centeio, nabo-forrageiro, aveia-branca e ervilhaca.

Cultura de inverno: Aveia-branca (Avena sativa)

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A aveia-branca é resistente a secas, a baixas temperaturas e ao pisoteio animal, ou seja, é ideal para o inverno, e é capaz de cobrir rapidamente o solo. O custo de cultivo e produção de sementes é relativamente baixo e também pode ser cultivada para a produção de forragem, silagem e grãos para a alimentação de bovinos.

Possui efeito alelopático que atrapalha a germinação de daninhas para as culturas de verão, auxilia no manejo de podridões radiculares e mofo branco e diminui a população de nematóides do gênero Meloidogyne.

Suas limitações se relacionam à época de semeadura (exige temperaturas mais amenas), ao mal desempenho sob a presença de alumínio e por exigir altos teores de matéria orgânica.

É mais plantada nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde as condições são mais favoráveis e o seu potencial de acúmulo de nutrientes pode ser de até 130 kg/ha de N, 340 kg/ha de K e 23 kg/ha de P (Cherubim, 2022).

ÉPOCA DE SEMEADURAMarço – Abril: para cobertura e alimentação animal Maio – Junho: produção de sementes
SEMEADURA200 a 300 sementes viáveis por m2 com espaçamento de 17 a 20 cm
CICLO ATÉ O FLORESCIMENTO80 – 110 dias
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEIStemperatura ideal entre 20 e 25ºC; não tolera altas temperaturas
EXIGÊNCIA NUTRICIONALMais exigente que aveia-preta; demanda adubação nitrogenada e solo de média a baixa fertilidade
PRODUÇÃO DE BIOMASSABiomassa: 30 – 50 t/ha Matéria seca: 7 – 15 t/ha
Fonte: Cherubim, 2022.

Cultura de inverno: Aveia-preta (Avena strigosa)

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É uma ótima alternativa para cobertura de inverno, principalmente na região Sul. Também é comumente utilizada na entressafra em sistemas de plantio direto e é boa candidata como antecessora da cultura da soja, pelo seu baixo custo de plantio, alto potencial de produção de biomassa e rápido recobrimento do solo.

A aveia-preta também auxilia na ciclagem de nutrientes, permitindo a reciclagem de K de camadas mais profundas (até 200 kg/ha) e, ainda, podendo retornar ao solo, em média, 80 a 130 kg/ha de N, 12 kg/ha de P, 68 kg/ha de Ca e 20 kg/ha de Mg.

Possui efeito alelopático sobre daninhas de folha estreita e pode ajudar a reduzir infestações de nematóides do tipo Meloidogyne javanica. O próprio recobrimento da superfície do solo já promove a supressão de plantas daninhas.

Suas raízes profundas e fasciculadas aumentam a estabilidade de agregados e melhoram a estrutura do solo no geral, consequentemente aumentando a capacidade de troca catiônica e ciclagem de nutrientes.

Suas limitações estão relacionadas à sensibilidade a altos teores de alumínio, não tolera solos alagados, alta demanda por luz solar, desenvolvimento melhor em solos argilosos de boa drenagem e deve-se evitar o cultivo junto com cereais de inverno como o trigo.

ÉPOCA DE SEMEADURAMarço – Julho
SEMEADURA60 a 90 kg/ha (a depender do sistema de plantio)
CICLO ATÉ O FLORESCIMENTO80 – 110 dias
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEIStemperatura amenas a quentes (até 30ºC) e tolera estresse hídrico
EXIGÊNCIA NUTRICIONALSolos bem drenados, férteis, ricos em matéria orgânica. Faixa de pH ideal entre 5,5 e 6,0
PRODUÇÃO DE BIOMASSABiomassa: 30 – 60 t/ha Matéria seca: 5 – 10 t/ha
Fonte: Cherubim, 2022.

Cultura de inverno: Centeio (Secale cereale)

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O centeio, também uma cultura de inverno, é destinado principalmente para a colheita de grãos e forragem. Possui alta rusticidade, crescimento rápido e sistema radicular profundo e agressivo. Além disso tem vantagens na redução de inóculos de doenças no solo e é muito persistente como palhada, por possuir altos teores de lignina, celulose e hemicelulose.

Diferente da aveia, é mais resistente ao alumínio tóxico e a solos com baixa fertilidade e pH, ou seja, não apresenta grandes exigências em adubação.

Deve ser controlada na época certa para evitar infestação e competição com a cultura sucessora. Para evitar o acamamento não deve-se exceder 80 kg/ha de N.

O centeio é muito utilizado na recuperação de áreas em processo de desertificação, tornando-o viável para solos degradados e arenosos.

ÉPOCA DE SEMEADURAA partir de março: pastagem Maio – Junho: produção de grãos
SEMEADURA40 a 60 kg/ha (a depender do sistema de plantio)
CICLO ATÉ O FLORESCIMENTO60 – 90 dias
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEISTemperatura ideal entre 25ºC e 31ºC; tolerante a geadas
EXIGÊNCIA NUTRICIONALAdaptado a solos pobres. Faixa de pH ideal entre 5,0 e 7,0
PRODUÇÃO DE BIOMASSABiomassa: 20 – 30 t/ha Matéria seca: 4 – 10 t/ha
Fonte: Cherubim, 2022.

Cultura de inverno: Nabo forrageiro (Raphanus sativus)

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Da família das Brássicas, essa planta é amplamente utilizada para adubação verde e rotação ou sucessão de culturas como soja, milho e algodão. Tem um sistema radicular agressivo capaz de explorar solos compactados e adensados em grandes profundidades (popularmente conhecido como escarificador biológico). Cresce rapidamente até cobrir 70% do solo em 60 dias, e possui características alelopáticas que inibem o crescimento de invasoras.

O nabo forrageiro vem sendo amplamente utilizado no inverno em sistemas de integração lavoura-pecuária e para a extração de óleo dos grãos (usados na produção de biocombustível).

Possui baixa relação C/N, favorecendo a decomposição rápida; para a permanência mais prolongada da palhada na superfície do solo recomenda-se o consórcio com aveia, triticale ou alguma outra gramínea. Ainda, exige a aplicação de herbicidas para evitar seu rebrotamento, e pode apresentar efeitos alelopáticos negativos no feijão.

Deve-se atentar para a possibilidade de ponte verde para o mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum).

A decomposição de sua palhada fornece, em média 63,5 kg/ha de N (extraído de camadas mais profundas), 4,5 kg/ha de P, 78,5 kg/ha de K e 35,5 kg/ha de Ca, e a decomposição de suas raízes estimula a população e diversidade de bactérias do solo (Cherubim, 2022).

ÉPOCA DE SEMEADURAAbril – Maio: época ideal Junho – Julho: com restrições
SEMEADURA15 kg/ha (a lanço) 12 kg/ha (em linha com espaçamento de 25 cm) Para mistura com fertilizante/corretivo: 1 kg de semente para 50 kg de corretivo.
CICLO ATÉ O FLORESCIMENTO60 – 90 dias
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEISAdaptada ao clima temperado quente e subtropical com estação fria; tolerante à secas e geadas.
EXIGÊNCIA NUTRICIONALDesenvolve-se razoavelmente em solos pobres e ácidos.
PRODUÇÃO DE BIOMASSABiomassa: 20 – 65 t/ha Matéria seca: 3 – 9 t/ha
Fonte: Cherubim, 2022.

Cultura de inverno: Ervilhaca (Vicia sativa)

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Essa espécie é originária das regiões mediterrâneas da Europa e Ásia Ocidental e adaptou-se muito bem à região Sul do Brasil. Como uma leguminosa de inverno, a ervilhaca é capaz de ocupar o solo durante a entressafra, desde que supridas suas exigências hídricas.

A planta destaca-se pela sua capacidade de fixação de Nitrogênio, podendo até ser plantada no fim do inverno pensando no aporte do nutriente para a cultura subsequente. Apresenta raízes profundas e muito ramificadas, beneficiando os aspectos físicos do solo, e possui uma boa capacidade de supressão de plantas daninhas pelo seu rápido desenvolvimento e efeito alelopático.

Em contrapartida, a cultura é pouco tolerante a solos muito úmidos ou excessivamente ácidos. Também não é muito resistente ao pisoteio, mas, se consorciada a uma gramínea, pode ser usada em pastejo direto, com o pastejo determinado pela altura da gramínea.

A biomassa resultante é capaz de fornecer, em média, 145 kg/ha de N, 30 kg/ha de P, 177 kg/ha de K, 49 kg/ha de Ca e 49 kg/ha de Mg em 5,5 t/ha de matéria seca (Cherubim, 2022).

ÉPOCA DE SEMEADURAAbril – Junho
SEMEADURA50 – 80 kg/ha (solteira) 40 kg/ha (consorciada)
CICLO ATÉ O FLORESCIMENTO120 – 150 dias
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEISAdaptada ao clima temperado e subtropical com temperaturas mais amenas. Tolera geadas mas apresenta pouca resistência à seca
EXIGÊNCIA NUTRICIONALSolo de média e alta fertilidade
PRODUÇÃO DE BIOMASSABiomassa: 20 – 30 t/ha Matéria seca: 4 – 7 t/ha
Fonte: Cherubim, 2022.

Cultura de inverno: Canola (Brassica napus)

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A canola é a terceira oleaginosa mais cultivada do Brasil nos últimos anos, e os destinos de sua produção vão desde ração animal à fabricação de óleo e biodiesel. É muito usada no Sul, mas existem estudos sobre o seu cultivo no Centro-Oeste.

É considerada uma ótima opção de cultura de cobertura de inverno e para sistema de rotação de culturas, principalmente com trigo, pois auxilia na mitigação de doenças desta cultura reduzindo inóculos de fungos necrotróficos (Fusarium graminearum e Septoria nodorum). Além disso, proporciona a possibilidade de produção de óleo vegetal no inverno.

Quanto às suas limitações, essa cultura tem um potencial de potencialização de algumas doenças de culturas de verão como a soja. Sua implementação deve considerar a propagação do fungo do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e canela preta (Leptosphaeria maculans). Também é sensível a geada em estádios iniciais do seu crescimento e no florescimento, e apresenta sensibilidade ao histórico de herbicidas usados na cultura anterior como atrazina, cinarizina, diclosulam, flumetsulam, fomesafen, imazaquin, imazethapyr e metribuzin.

A decomposição de sua palhada oferece, em média, 40 kg/ha de N, 19 kg/ha de P, 105 kg/ha de K e 14 kg/ha de S e a liberação de exsudados de suas raízes, nomeadamente os glucosinolatos, apresenta efeito inibitório de oomicetos e nematóides do solo e a inibição de germinação de sementes de daninhas (Cherubim, 2022).

ÉPOCA DE SEMEADURAMarço – Junho
SEMEADURA3 a 4 kg/ha de sementes (40 plantas/m2)
CICLO ATÉ O FLORESCIMENTO50 – 70 dias
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEISAdaptada ao clima temperado e subtropical, se desenvolve melhor em temperaturas próximas a 20ºC, mas é sensível a geada em algumas fases.
EXIGÊNCIA NUTRICIONALFaixa de pH ideal entre 5,0 e 6,0
PRODUÇÃO DE BIOMASSABiomassa: 20 – 30 t/ha Matéria seca: 2 – 3 t/ha
Fonte: Cherubim, 2022.

Cultura de inverno: Trigo (Triticum spp.)

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Pertencente à família das Poáceas, é a segunda maior cultura de cereais do mundo, amplamente utilizada na alimentação humana e de animais. É a principal alternativa para a semeadura no Sul do país como uma ótima fonte de renda. No Cerrado também pode ser uma alternativa para evitar as consequências negativas da monocultura ou da sucessão de mesmas culturas por safras em sequência. Sua comercialização pode viabilizar investimentos maiores na safra principal.

Suas limitações estão relacionadas à época de plantio que pode coincidir com o período de estiagens, prejudicial à germinação e mais suscetível à lagarta Elasmo, além do seu florescimento poder coincidir com a época de geadas. O excesso de chuvas, irrigação e alta umidade podem favorecer o aparecimento de doenças.

Sua palhada possui uma alta relação C/N, o que pode causar a imobilização de nutrientes do solo exigindo posterior adubação, mas sua decomposição, ainda que lenta, libera, em média, 25 kg/ha de N, 3 kg/ha de P, 18 kg/ha de K, 5,5 kg/ha de Ca e 4 kg/ha de Mg.

O crescimento de suas raízes é pouco vigoroso mas profundo, portanto não se recomenda o plantio em áreas com compactação ou adensamento em profundidade.

ÉPOCA DE SEMEADURAAbril – Junho
SEMEADURA120 kg/ha (entrelinhas de 20 cm, 60 plantas por metro linear)
CICLO ATÉ O FLORESCIMENTO50 – 70 dias
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEISTemperaturas próximas a 20ºC e dias longos, podendo florescer mais rápido em razão do fotoperíodo prolongado
EXIGÊNCIA NUTRICIONALSolos de textura média, férteis e pH em torno de 6,0.
PRODUÇÃO DE BIOMASSABiomassa: 10 t/ha Matéria seca: 4 – 6 t/ha
Fonte: Cherubim, 2022.
Biorecover - Inverno: um guia para plantas de cobertura

Mix de sementes: Aveia Preta + Ervilhaca + Nabo Forrageiro (Avena strigosa + Vicia sativa + Raphanus sativus)

Se a ideia de rotacionar culturas ao longo das safras é boa, a combinação de várias espécies ao mesmo tempo na cobertura do solo durante o inverno é ainda melhor. Os benefícios do uso de um mix de cobertura existem, justamente, em razão das diferenças entre as plantas utilizadas: sistemas radiculares explorando camadas diferentes de solo em várias intensidades, desagregando frações compactadas e aprimorando a estrutura geral; liberação de exsudatos radiculares variados que alimentam a microbiota do solo, promovendo a biodiversidade e contribuindo para a supressão de doenças; ciclos de vida distintos, com plantas crescendo mais rapidamente que outras, garantindo uma cobertura duradoura da superfície, também auxiliando na supressão de plantas daninhas; palhadas com diferentes composições e, consequentemente, tempo de decomposição, fornecendo uma palhada estratificada em diferentes estágios de decomposição, auxiliando na constante liberação de nutrientes para o solo.

O consórcio de aveia-preta, ervilhaca e nabo-forrageiro é benéfico porque, enquanto a aveia-preta promove a imobilização do nitrogênio, as outras aumentam sua disponibilidade no solo e o tempo de permanência dos resíduos no solo é alto. Ao mesmo tempo, impedem a dispersão de plantas invasoras na área e são utilizadas como adubo verde na entressafra de grandes culturas, podendo ser cultivadas no sul, parte do sudeste e centro-oeste.

Deve-se tomar cuidado com o plantio muito tardio, que pode fazer com que essas plantas sobrevivam além da época do inverno e sofram com altas temperaturas, comuns no outono brasileiro.

Com a diversidade dos sistemas radiculares, o consórcio entre essas três espécies favorece a formação de bioporos que auxiliam na aeração do solo, promovem o aumento da população e diversificação de microrganismos do solo, auxiliam na boa estruturação dos agregados e na descompactação do solo.

ÉPOCA DE SEMEADURAAveia-preta: Março – Julho Ervilhaca: Abril – Maio Nabo forrageiro: Abril – Maio
SEMEADURA60 kg/ha
CICLO ATÉ O FLORESCIMENTOAveia-preta: 80 – 120 dias Ervilhaca: 100 – 130 dias Nabo forrageiro: 80 dias
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEISAveia Preta: regiões temperadas e subtropicais, podendo ser cultivada a nível do mar e também de 1000 a 1300 m. É resistente ao estresse hídrico e à geada.   Ervilhaca: regiões temperadas e subtropicais, sendo sensível ao frio, à deficiência hídrica e ao calor.   Nabo Forrageiro: Planta de clima frio e úmido, sendo tolerante à geadas e também à secas.
EXIGÊNCIA NUTRICIONALAveia preta: prefere solos argilosos com boa drenagem; pouco sensível à acidez (pH entre 5 e 7); não tolera baixa fertilidade. Requer adubação nitrogenada de cobertura.   Ervilhaca: não tolera solos úmidos, nem excessivamente ácidos e nem baixa fertilidade. Tem boa produção em solos argilosos e férteis, podendo se adaptar a solos arenosos com boa fertilização.   Nabo forrageiro: pouco exigente quanto a fertilidade, resistindo a solos ácidos
PRODUÇÃO DE BIOMASSAAveia Preta: Biomassa: 10 – 30 t/ha Massa seca = 2 – 6 t/ha   Ervilhaca: Biomassa = 20 – 28 t/ha Massa seca = 2 – 3 t/ha   Nabo Forrageiro: Biomassa = 20 – 35 t/ha Massa seca = 3,5 – 8 t/ha

Conclusão

O uso de plantas de cobertura no inverno é extremamente benéfico à saúde do solo, melhorando seus aspectos físicos, químicos e biológicos. A capacidade dessas plantas em ciclar nutrientes, contribuir para a supressividade do solo e a estabilidade dos agregados, aumentar a retenção de água e reduzir a perda de umidade, promover a biodiversidade dos microrganismos do solo, traz, por fim, benefícios à produtividade e sustentabilidade da produção agrícola.

Contudo, considerando as diversas variáveis, é de competência do produtor escolher aquela espécie (ou mix de espécies) que melhor se adapta ao seu cenário e ao seu objetivo no inverno, sempre buscando as instruções de fontes confiáveis que entregam um conteúdo verídico e aplicável.

Referências bibliográficas

CHERUBIN, Maurício Roberto (org.). Guia Prático de Plantas de Cobertura: aspectos fitotécnicos e impactos sobre a saúde do solo. Piracicaba: Divisão de Biblioteca – Dibd/Esalq/Usp, 2022. 126 p. DOI: 10.11606/9786589722151

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