Os bioprotetores tem como principal finalidade o controle de patógenos e pragas que dificultem o desenvolvimento da planta.
Por apresentar diversas vantagens, a técnica é muito difundida e utilizada pelos agricultores. Além disso, seu uso apresenta um baixo impacto nos custos da lavoura, menos de 0,5% do total.
Na soja, por exemplo, mais de 90% das sementes comerciais passam por tratamento com fungicidas. Por isso, produtores e técnicos procuram alternativas ao uso de químicos. Muitas moléculas sintéticas estão sofrendo restrições de uso, além de causarem riscos aos operadores, ao meio ambiente e reduzir a inoculação Bradyrhizobium e Azospirillum.
Os bioprotetores podem resolver este problema, protegem as sementes ao mesmo tempo que são seguros para o uso. Para esclarecer o uso destes produtos, separamos as suas principais características neste artigo, confira a seguir.
Índice
Importância do tratamento de sementes
O tratamento de sementes previne a entrada de patógenos e pragas no cultivo. Atua também na obtenção de plantas mais saudáveis e vigorosas. A prática protege a semente desde o contato inicial com o solo até o crescimento das plantas.
E como o cultivo se inicia pela semente, este é um cuidado que precisa de atenção. Com o tratamento adequado a semente atinge seu máximo potencial produtivo e promove maior rendimento da lavoura (Fig.1).
Figura 1: O tratamento de sementes traz diversos benefícios ao cultivo.
Fonte: Divulgação Grupo Cultivar
Benefícios do tratamento de sementes
Os benefícios da técnica não ficam restritos a semeadura, mas podem ser observados ao longo de toda a safra. Abaixo destacamos os principais:
- Combate pragas e doenças do solo e parte aérea;
- Protege o potencial genético da variedade;
- Auxilia no estabelecimento do estande da lavoura;
- Melhora a germinação, que se torna mais uniforme;
- Ajuda na obtenção de produtividade;
O que são bioprotetores?
São microrganismos aumentam a sobrevivência das sementes e protegem contra patógenos. Seu uso também é conhecido como microbiolização, e atua na melhora da aderência das bactérias inoculantes as sementes e redução do processo de dessecação.
Os benefícios de seu uso são vistos na germinação das sementes, emergência, desenvolvimento das plântulas, produção de grãos e frutos.
A seguir, destacamos os bioprotetores mais conhecidos e utilizados nos cultivos:
Trichoderma spp.: fungos que atuam na proteção das sementes contra patógenos de importância agrícola. Também promovem crescimento das plantas, auxiliam em mecanismos de defesa, solubilizam micronutrientes no solo e proporcionam maior absorção de sais minerais. Crescem rapidamente no solo e são resistentes a compostos tóxicos como herbicidas, fungicidas e inseticidas.
Figura 2: Mecanismo de controle de doenças através do uso do fungo Trichoderma.
Fonte: Phytusclub

Bacillus spp.: bactérias que sintetizam substâncias tóxicas a patógenos, competem por espaço e nutrientes, reduzindo drasticamente a presença de doenças nas sementes. Favorecem o crescimento das raízes, aumentam os pelos radiculares e auxiliam na absorção de nutrientes. No solo, promovem a fixação de nitrogênio, solubilização de nutrientes e melhoria das condições de solo.
Figura 3: Comparativo de crescimento de raízes inoculadas com Bacillus spp. (a) e não inoculadas (b).
Fonte: Sylvia Morais de Souza
Ainda podem ser utilizados os fungos Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana para controle de insetos. O resultado da aplicação destes microrganismos no tratamento de sementes apresenta resultados positivos no controle de diversas pragas.
Como vimos, diversos são as vantagens no uso de bioprotetores. Seu uso traz benefícios diretos para as plantas e contribuem para o aumento da produtividade. Não deixe de realizar o tratamento de sementes, pois é um manejo barato quando comparado às perdas que pode causar.

Leonardo é formado em Administração com ênfase em Agronegócios pela Universidade Estadual Paulista – “Júlio de Mesquita Filho”. Atualmente é aluno do MBA de Agronegócios da ESALQ/USP. Trabalha como Analista de Operações da Gênica – Inovação Biotecnológica.