Manejo do fósforo: qual sua importância para produtividade?

Dentre os nutrientes, o fósforo é classificado como macronutriente primário, pois é essencial para o desenvolvimento e crescimento das plantas. Os fertilizantes fosfatados são o segundo tipo de adubo mais utilizado no Brasil.

A deficiência no solo pode comprometer o desenvolvimento e produtividade da lavoura. É considerado um elemento chave para o ciclo de vida das plantas, por estar inserido na maioria dos processos metabólicos. 

Sabendo da importância do tema, reunimos nesse artigo as principais informações sobre a atuação no fósforo nos cultivos. Além disso, você vai conferir com a deficiência desse nutriente impacta o desenvolvimento das plantas.

Índice

Fósforo na planta

Por ser um macronutriente, o fósforo é exigido em grandes quantidades pelas plantas. Desempenha importantes funções na regulação da síntese proteica e atua na estruturação dos ácidos nucleicos das plantas. Também, permite um desenvolvimento adequado das raízes e atua na aceleração da maturidade. 

Atua na formação de novos tecidos e divisão de células e nas transmissões de energia na planta. E ainda é fundamental para formação de importantes moléculas como:

  • Monofosfato de adenosina;
  • Ésteres de carboidratos;
  • Fosfolipídios constituintes de membrana;
  • Pentoses fosfato dos ácidos nucleicos que compõem o DNA e RNA.

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O fósforo é um macronutriente que atua em processos essenciais no desenvolvimento das plantas.
Fonte: Divulgação Agropós

Fósforo no solo

A dinâmica no solo apresenta muitos detalhes até ser totalmente absorvido pela planta. O primeiro é que, de forma geral, o nutriente é limitado no solo e varia conforme sua rocha de origem. As rochas de arenito apresentam os menores teores, já as de diabásio, as maiores. 

Os solos brasileiros são intemperizados devido às condições climáticas de alto calor e umidade. Como consequência são ricos em óxido de ferro e alumínio, mas baixa fertilidade. De forma geral, o fósforo fica retido nesses óxidos, o que o torna indisponível para as plantas.

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Ciclo do fósforo no solo.
Fonte: Divulgação UFSM


O solo se torna disponível em solos com pH entre 5,5 e 6,5. É recomendado que a aplicação seja feita na semeadura e/ou plantio, estando disponível no momento de crescimento da planta.

Fontes de fósforo

Uma das principais formas de fornecer nutrientes para as plantas é através de fertilizantes minerais fosfatados. Nesse sentido, é importante sempre estar atento para as características de solubilidade do fertilizante escolhido.

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Os minerais fosfatados solúveis em água devem ser adicionados no sulco do plantio após a calagem. Já os fosfatados insolúveis, como os fosfatados naturais e termofosfato devem ser aplicados na forma de pó.

Outra forma de fornecer fósforo para as plantas é através da matéria orgânica. O fósforo orgânico após passar pelo processo de mineralização, através de microrganismos é facilmente absorvido pelas plantas. Devido a formação de um revestimento húmico na matéria orgânica, dificulta a reação desse macronutriente com os hidróxidos, reduzindo a fixação no solo.

As bactérias promotoras de crescimento Bacillus subtilis e Bacillus megaterium são exemplos de microrganismos que atuam na disponibilidade de fósforo para as plantas. Auxiliam na liberação de fósforo do solo fixado em argilas e óxidos, e permitem à planta absorvê-lo a partir da quebra de moléculas de fósforo orgânico contido na matéria orgânica.

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Absorção de fósforo para plantas, com e sem a presença de bactérias inoculantes.
Fonte: Embrapa

Sintomas de deficiência de fósforo

O fósforo na planta é móvel, ou seja, consegue ser redistribuído pelo floema da planta. Por esse motivo, os primeiros sintomas da deficiência aparecem em folhas mais velhas. A falha ou dificuldade de crescimento da planta é o principal sintoma da falta de fósforo.

As folhas passam a apresentar uma coloração amarelada, com pouco brilho e de cor verde-azulada. Também são sintomas atraso no florescimento e maturação de grãos desuniformes. Os sintomas impactam diretamente na produtividade e no próximo cultivo. Isso ocorre, pois ele é necessário nas reservas iniciais de sementes e na formação do sistema radicular.  

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Planta de milho com sintomas de deficiência de fósforo.
Fonte: Agrolink

Um sintoma indireto é que a planta deficiente fica mais suscetível a doenças. Principalmente as causadas por omicetos como a Phytoptora, Plasmopara, Pytium, etc. Por isso, é fundamental que o cultivo tenha fósforo disponível em doses adequadas para seu desenvolvimento.

Conclusão

Neste material apresentamos a importância do fósforo para as plantas e sua dinâmica no solo. Também tivemos conhecimento dos sintomas associados à deficiência desse nutriente no solo. 

É sempre importante lembrar de realizar a análise química do solo periodicamente, para realizar a correção com maior eficiência. É essencial garantir as doses corretas para cada cultura e assim aumentar a produtividade.

Referências

ALMEIDA, D. S.; PENN, C. J.; ROSOLEM, C. A. Assessment of phosphorus availability in soil cultivated with ruzigrass. Geoderma, v. 312, p. 64-73, 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.geoderma.2017.10.003.

COELHO, A. M.; ALVES, V. M. C. Adubação fosfatada na cultura do milho. In: SIMPÓSIO SOBRE FÓSFORO NA AGRICULTURA BRASILEIRA, 2003, São Pedro, SP. Fósforo na agricultura brasileira: anais. Piracicaba: Associação Brasileira para Pesquisa da Potassa e do Fosfato, 2004. p. 243-283.

FERNANDES, C. Eficiência de diferentes culturas e híbridos de milho quanto a utilização de fósforo em solos de cerrado. 2001. 51 p. Dissertação (Mestrado) – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Piracicaba, 2001.

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