O uso de produtos bioestimulantes nas plantas trazem diversos benefícios para a lavoura, pois atuam diretamente no metabolismo das plantas, além de aumentarem sua resistência a pragas e doenças e consequentemente atuarem no ganho de produtividade.
Mas, além de conhecer os seus benefícios é importante que o agricultor conheça suas características e composição para utilizá-los da melhor forma.
Por isso, separamos as principais informações sobre estes produtos, para que sejam utilizados de forma correta para incrementar os ganhos na produção.
Índice
Características dos bioestimulantes
São substâncias não fertilizantes de base orgânica que apresentam um efeito benéfico no processo de crescimento das plantas.
Atuam diretamente na melhora da capacidade de absorção da água e nutrientes pela planta, otimizando e melhorando a fotossíntese.
São substâncias sintéticas, constituídas de um ou mais biorreguladores como outros compostos, e que provocam alterações nos processos vitais e estruturais das plantas, além de promoverem o equilíbrio hormonal e desenvolvimento radicular.
Também promovem a formação de um arranjo radicular forte, melhorando a capacidade da planta em reter água e nutrientes da planta.
Desta forma, os bioestimulantes são uma combinação de reguladores de crescimento e não são obtidos de forma natural.
São amplamente estudados como alternativas mais baratas e de menor impacto ambiental, tanto como fonte de nutrientes, quanto como fonte de substâncias promotoras de crescimento.
Exemplos de bioestimulantes
Os bioestimulantes são divididos em quatro grupos principais de substâncias:
- Os aminoácidos e hidrolisados de proteínas;
- As substâncias húmicas;
- Os microrganismos e inóculos;
- e os extratos de algas.
Todos estes grupos são comerciais e encontrados de forma acessível no mercado brasileiro.
Um exemplo, são os bioestimulantes das classes dos aminoácidos e microrganismos, utilizados em cultivos de olerícolas.
Para o tomate, por exemplo, o uso destas substâncias aponta para aumento na produção comercial, concentração de nutrientes foliares, área foliar, índice SPAD (adubação nitrogenada) e taxa fotossintética (Fig.1).

Fonte: Embrapa
Abaixo detalhamos onde atuam especificamente, alguns dos compostos e/ou organismos utilizados nos bioestimulantes:
- Ácidos húmicos: atuam nas propriedades químicas, físicas e microbiológicas do solo, constituindo-se em fonte de energia e de nutrientes para a biota do solo, exercendo importante papel na fertilidade e na produtividade.
- Aminoácidos: Auxiliam na produção de hormônios e nas clorofilas fundamentais para a fotossíntese.
- Extrato de algas: estimula a produção de hormônios como auxinas (importantes na divisão celular e crescimento), giberelina (indução de floração e alongamento celular), citocininas (hormônio que regula a senescência) e betaínas (aumentam a resistência ao estresse).

Realizando a aplicação
O manuseio correto do bioestimulante é muito importante para que seu uso traga benefícios.
É fundamental que durante a aplicação sejam atendidas às especificações de dosagem e período de aplicação, sempre leia o rótulo e a bula, e siga as recomendações.
A aplicação pode ser feita diretamente no sulco do plantio, no corte da soqueira ou através da pulverização foliar.
A sua absorção, de forma geral, é rápida o que potencializa o metabolismo vegetal.
A efetividade varia de acordo com a etapa do ciclo vegetativo na qual o produto é aplicado, variando de cultivo para cultivo, mas de forma geral, é indicado que sua aplicação seja iniciada ainda na semente.
Por serem capazes de aumentar a produtividade, reduzir custos e aumentar a lucratividade e tornarem a planta mais resistente à pragas e doenças, os bioestimuladores são uma ótima ferramenta para impulsionar a agricultura.
São produtores liberados para a agricultura orgânica, o que permite que sejam utilizados com segurança neste tipo de cultivo.

Leonardo é formado em Administração com ênfase em Agronegócios pela Universidade Estadual Paulista – “Júlio de Mesquita Filho”. Atualmente é aluno do MBA de Agronegócios da ESALQ/USP. Trabalha como Analista de Operações da Gênica – Inovação Biotecnológica.