O cancro cítrico é uma das principais doenças que causadora de danos nos pomares de citros e ao bolso do citricultor. Conhecer a doença é fundamental para reduzir as chances que ela se torne um problema no cultivo.
Por isso, separamos as principais características da doença neste artigo. Boa leitura!
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O que é o cancro cítrico?
É uma doença causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. citri que afeta todas as espécies e variedades dos citros (laranjas doces, tangerinas, limões e limas ácidas).
A bactéria se desenvolve em temperaturas entre 29,5 e 39ºC, não sobrevive por longos períodos no solo ou em plantas não cítricas, mas consegue viver por muitos anos em tecidos vegetais.
A bactéria penetra na planta através de lesões que podem ser causadas por gotas de chuva, insetos praga, tratados culturais, dentre outros.
Minador dos citros (Phyllocnistis citrella)
Este inseto é uma praga bastante comum nos pomares citrícolas no país.
Além de causar danos diretos nas folhas e brotações novas é um importante agente na disseminação do cancro cítrico. Isso ocorre pois, as galerias e lesões que são feitas nas folhas pelo minador, favorecem a penetração da bactéria que causa a doença.
Realizar o controle do minador dos citros é uma medida importante para evitar a proliferação da doença no pomar.

Fonte: ResearchGate
Sintomas da doença
Os sintomas ocorrem em ramos, folhas e frutos, veremos cada um detalhado a seguir:
Folhas:
Aparecimento de pequenas manchas escuras com a borda amarelada que se tornam marrons ao longo do desenvolvimento da doença (Fig.2). Geralmente, as lesões ocorrem nos dois lados da folha, o que facilita sua diferenciação de outras doenças. É muito comum encontrar as lesões em folhas que apresentem galerias causadas pelo minador dos citros.

Fonte: Citros.br
Frutos
A doença aparece na forma de pequenas manchas amarelas e circulares, que aos poucos se tornam marrons. As manchas são salientes e parecidas com verrugas (Fig.3). Ao longo do desenvolvimento das lesões, elas podem rachar causando podridão e queda precoce do fruto (Fig.4).

Fonte: Fundecitros

Fonte: Fundecitros
Ramos:
Surgem como lesões salientes, na forma de “crostas” com coloração pálida (Fig.5). Por permanecerem por muitos anos na planta são um risco para a sobrevivência da doença no pomar.

Fonte: Fundecitros
Medidas de controle do cancro cítrico
Abaixo seguem as principais medidas de controle para reduzir a incidência do cancro cítrico nos pomares:
Mudas sadias:
Como são consideradas o meio mais rápido de disseminação da doença a aquisição de mudas de citros certificas é fundamental para a sanidade do pomar. Os viveiros certificados devem ser registrados na Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SAA) de cada estado.
Variedades resistentes:
É a medida que apresenta menor custo e maior eficiência. O uso de plantas resistentes dispensa ou reduz a adoção de outras medidas de controle. Separamos algumas variedades de acordo seu grau de resistência:
- Altamente Resistente: Calamondin; Resistente: tangerinas, Satsuma, ponkan, clementina, tankan, lima ácida Thiti, laranja azeda Double Cálice;
- Moderadamente resistente: toranja gigante, tangerina Dancy, mexerica do Rio, laranjas doces Sanguínea de Mombuca, lima Verde, Navelina, Valência.
- Suscetíveis: laranja doce Bahia, Hamlin, Seleta, Vermelha e Piralima.
- Altamente suscetíveis: pomelo Marsh Seedless, lima ácida Galego, limão Siciliano, lima-de-umbrigo e tângelo Orlando.
Quebra-vento:
O uso de árvores atua como um obstáculo natural reduzindo a velocidade dos ventos e, consequentemente, sua capacidade de disseminar a bactéria causadora do cancro. As barreiras devem ser plantadas nos limites da propriedade e entre os talhões. É um manejo muito importante em pomares que produzem fruta de mesa, pois o fruto é vendido in natura e os cuidados devem ser redobrados.

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